Abandonando velhos hábitos

Dri e Russo

Acho que uma das coisas mais difíceis no ser humano é abandonar velhos hábitos, costumes, manias e vícios. Pelo menos para mim sempre é difícil demais. Somos compelidos a fazermos o que sempre fizemos, na maioria das vezes de forma automática e cíclica, mesmo que o resultado final não seja mais do que apenas uma mera curtição momentânea e sem materialização.

Como já diria o Pequeno Príncipe, “Eu sou responsável por quem cativo.”, esta máxima vale a tudo e a todos em nossa volta pois a partir do momento que assumimos um compromisso, uma relação ou um acordo, mesmo que algumas coisas não tenham sido previamente combinadas, este formato de compromisso determina posturas-padrão. E para o bem maior dele estas devem ser respeitadas.

Num relacionamento a dois é mais difícil ainda pois a entrega é mais ampla, geral e irrestrita. A figura do eu individual deixa de existir para se transformar no eu par/casal. E justamente devido a isto temos de nos focar no que é o melhor para o eu par, cuidando para o eu individual não se transformar numa pedra no caminho intransponível ou num fardo gigantesco a ser carregado, pois tanto a pedra como o fardo um dia serão maiores que o eu par e este se desmanchará.

Existe sim um espaço necessário em um relacionamento para cada membro ter sua liberdade em fazer o que tem vontade, necessidade ou mesmo, apenas, ficar sozinho consigo mesmo. Isto é benéfico para o crescimento de cada ume  do conjunto, mas este espaço também tem de ser moldado de forma que não deteriore a confiança depositada um no outro.
 
Não há nada de errado em se jogar futebol, poker, bilhar, fazer trilha, pescar, etc com amigos. O que há de errado é se isto se tornar mais frequente, importante ou mesmo a válvula de escape para não se mergulhar no bem estar da relação. Da mesma forma, mesmo que apenas por brincadeira e diversão pontual, não devemos agir de forma inconsequente em jogos e situações que no final trarão mal estar ao relacionamento.
 
Quando embarcamos nesta deliciosa jornada do amar e ser amado, doar-se e receber a doação temos de vivê-la de forma plena e intensa, esquecendo os outros jogos, brincadeiras e afins. Mas como disse no começo, abandonar velhos hábitos é muito difícil.

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