Apaixonado de novo pelo oficio – por Pepe Mélega

Foto: Rita Barreto | Modelo: André Russo

Foto: Rita Barreto | Modelo: André Russo

Apaixonado de novo pelo oficio •06/07/2009 •

São ciclos, me irrito, me canso, não vejo o que acontece ao redor, mas passa. Volto a ver e a fotografar, volto ao normal, risos. Mas por que será que ninguém quer voltar ao normal, por que será que estamos nos convencendo de que o oficio de fotografar (profissionalmente) está acabando. Os ciclos acontecem sempre e com eles vêm o modismo, o modernismo o avanço tecnológico, mas sempre há uma pecinha por detrás de tudo e ela é humana, pensa e executa e isso determina uma diferença. A banalização existe e tem seus ciclos – infelizmente, cada vez mais comuns – a música no Brasil é uma vitima frequente. Mas será preciso nos banalizar como fotógrafos? São anos que pesquisamos, estudamos, experimentamos, para efetuar um click bem feito. Isso não termina com uma câmera faz tudo, isso não termina com um garoto que faz mil clicks para salvar um! É preciso se respeitar e saber que fotógrafo faz a foto porque se envolve, estuda, está familiarizado com o tema, já errou muito, mas também acerta muito e somos pagos para acertar e isso têm que fazer a diferença. Experiencia se adquiri com a prática, aumenta com a cultura e só evolui com a idade. Somos fotógrafos e se leva um bom tempo para lapidar um verdadeiro fotógrafo.

Publicado em Crônica Tags: conhecimento, fotógrafos, fotografar, oficio, profissional, profissionalmente

Publicado originalmente no Blog do Pepe Mélega: http://pepemelega.wordpress.com

Recentemente escrevi um texto sobre minha jornada pelo meio fotográfico profissional, em aprender, batalhar por espaço, por clientes. A dificuldade de ser aceito e requisitado.

Me reparo hoje com este texto de um de meus grandes professores e amigos sobre mesmo quem já tem mais de 30 anos de clics profissionais também passa por estar dificuldades, incertezas e batalhas.

Com o advento do digital, o mercado mudou muito, facilitou a entrada de muitos novos fotógrafos, ou “fotógrafos”, além é claro dos Foto-Photoshoppeiros. O que acabou canibalizando e desvirtuando o mercado de entrada, e dos pequenos clientes.

Competir com o sobrinho e sua super máquina digital compacta que quer um tênis novo apenas é cruel e sem referência. Brigar com o fotógrafo “profissional” que comprou a sua primeira máquina DSLR, usando lente do kit e flash da máquina dedicado mais ainda.

Mas como diria um amigo meu aqui, vamo que vamo…

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