De tão magras, modelos chegam a andar com dificuldade – por www.inblogs.com.br/censurado

Este tema tem muito a haver com nossa vida de fotógrafo, afinal somos nós que destacamos e ressaltamos a beleza ou tentamos esconder os pequenos defeitos (mesmo que a ausência de massa corpórea) em sessões fotográficas.

Há muitos anos se fala na opressão e tortura aceita que modelos adolescentes passam dia-a-dia para ficarem dentro do padrão estabelecido.

Manequins 36-38 hoje em dia são considerados gordos para um estilista, que prefere uma modelo 34 pois qquer meio pano que ele costurar cai bem. Não precisam conhecer e moldar a modelo, a modelo já é sem curvas, contornos e formas.

De quem tem de partir a reação? Das agências? Duvido…

Dos organizadores de eventos??? Muito menos….

Talvez nem memso os fotógrafos tenham como ir contra isto, mas eles têm o poder de registrar os absurdos e trazer a opinião e visão da maioria da população o que ocorre… talvez apenas esta, ou então os pais destas garotas ou candidatas a tal, deixem de pensar apenas no $$$ e passem a se preocupar com saúde e bem estar de suas filhas…

Acredito que o ano passado o salão de moda de Barcelona tenha feito uma restrição aos manequins subnutridos e índices de massa corpórea abaixo do recomendado.
Mas pelo visto ninguém mais seguiu. Será que os pais destas garotas só vêem os $$$ que elas estão ganhando? E o risco de saúde e vida… magras assim acredito (não sou médico) que a capacidade de resistência a qualquer mal ou doença é enorme. E os remédios utilizados para manter esta forma esquelética???

O que mais me indiguina em tudo é pessoas normais, verem cabides humanos como este utilizando tecidos soltos/largados nos corpos e achando lindo, se imaginando usando o mesmo vestido e ficando “tão bem” quanto elas.

Os extremos nunca são bons.. nem na obesidade nem na magreza.

De tão magras, modelos chegam a andar com dificuldade

Por Censurado em 21,Jan,2010

Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão descarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.

Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença.

Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis.

Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas. Em uníssono, afirmam que eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo “mercado” internacional –indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro.

Alguns, mais sinceros, dizem que não querem “gordas”, com isso se referindo àquelas que vestem nº 36. Outros explicitam ainda mais claramente o que pensam dessas modelos: afirmam que elas não passam de “cabides de roupas”.

Enquanto isso, as garotas emagrecem mais um pouco, mais ainda, submetidas também a uma pressão psicológica descomunal para manterem, em pleno desenvolvimento juvenil, as características de um cabide.
Um emaranhado de ignorâncias, covardias e mentiras vai sendo, assim, tecido pelo meio da moda, inclusive pelos estilistas mais esclarecidos, que não pesam as consequências do drama (alheio) no momento em que exibem, narcisicamente, suas criações nas passarelas.

Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país.

Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia.

O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são “as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto”. É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humanos.

Fonte: Folha Online

Por ALCINO LEITE NETO e VIVIAN WHITEMAN

(Por Censurado: Sei que o texto não é sobre política, mas acho um assunto tão relevante quanto. Considero extremamente perigoso e irresponsável este momento pelo qual o mundo da moda passa. Doutrinar crianças a passar fome e se privar de vitaminas básicas para o desenvolvimento do corpo é de uma crueldade sem fim, ainda mais quando o fazem simplesmente para enquadrá-las em um padrão de beleza inexistente.)

3 Respostas para “De tão magras, modelos chegam a andar com dificuldade – por www.inblogs.com.br/censurado

  1. bem é estranho mas eu axei ela linda afinal uma mulher nunca er magra demais isso ai arrasa modelos eu amoo ver as modelos sempre quis assisti um desfile

    • Este que é o problema…. oquão magra já esta…
      nestas fotos já passou do aceitável para a saúde dela…
      e assim como ela, você mesma sinalizou que acha normal e bonito, mas não é mais…

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