Renovação, um novo começo para uma história que já estava sendo escrita

Federação Espírita Irmãos Glacus - FEIG

Federação Espírita Irmãos Glacus – FEIG

Engraçado como a vida é, quantas coisas temos de passar, quantas decisões temos de tomar e seguir com suas consequências para chegarmos a lugares que já conhecíamos (ou pelo menos temos a impressão de o tal) a muito tempo.

Minha vida religiosa-espiritual vem da tenra infância, nascido em lar católico ativo e praticante, com inúmeras pessoas da família sendo ativas em suas comunidades (ministros ca eucaristia, evangelizadores, carolas, etc), sempre que me recordo de meus domingos eu estava indo a igreja na missa, mesmo quando fora de minha cidade viajando a passeio. Até organista de missa dominical na Matriz de Santo André cheguei a ser por um tempo (e ainda me lembro das caras feias que o padre me fazia da sacristia nos dias que nos momentos pré-missa estava eu a dedilhar Beatles no órgão de fole da igreja (é órgão de fole pois para sair som passava eu o tempo todo bombeando com o pé 2 pedais para encher a criança de ar e ter o volume necessário – quem disse que era fácil!!!).

Chegou a juventude, a puberdade e uma certa rebeldia, não daquelas que é ser contra a Igreja ou a fé dela ensinada, mas sim por não me sentir encaixado naqueles dogmas, ritos e paradigmas, não ter no coração o sentimento de fé e paz que são a mola motivadora e necessária a um jovem se prender a uma vocação destas. Após um afastamento básico, o chamado se fez presente, incompreendido na sua essência o que me levou a trilhar vários caminhos diferentes, nunca negando ou renegando minhas origens, pelo contrário elas sempre estiveram latentes comigo, sempre rezei. Mas mesmo assim ainda precisando de encontrar meu caminho. Lembro que nesta época surgiu uma frase real e sincera, dita e redita a minha mãe durante anos-e-anos. A porta esta aberta (na época e para ela querendo dizer da igreja católica) e quando eu sentisse a necessidade/o chamado bastaria eu atravessá-la.

O primeiro caminho a ser percorrido foi o do esoterismo, não aquele genérico de astrologia, cartas de tarot, numerologia, etc (é claro que li e estudei um pouco sobre isto, me aprofundei na ciência em si – e por curiosidade nunca tive um momento que procurei um especialista para ter uma leitura de minha sorte/futuro/previsões sequer). Era uma busca de meu eu íntimo, de meu caminho, não de uma muleta ou lamparina de guia. Nesta época, ainda com meus 17 anos eu acho adentrei na Rosa Cruz (AMORC), comecei a estudar seus ensinamentos e lições, um misticismo muito baseado nas leis da natureza, nas ciências e nos elementos, uma busca científica de nossa vinculação com Deus e com sua energia cósmica, amor maior, etc. Alguns anos se passaram neste caminho, seguindo a estudar, a frequentar as atividades dentro do templo como iniciado, entretanto como a própria doutrina ensinava desde os primórdios, se não for a hora e momento, algo na nossa vida irá nos afastar da R+C, foi o que houve.

Em primeiro lugar foi a incapacidade de atingir os objetivos necessários em alguns estudos, principalmente quando se tratava de visualizações e sensações. Meu cérebro racional e imaturo admito, não dava espaço para a liberação da psique necessária. Em segundo lugar a sensação de que não queria apenas uma escola filosófico iniciática, meu eu desejava um ambiente mais completo, onde o contato fraterno-social era mais intenso e haviam atividades além do estudar. Nesta época projetava meus anseios e perspectivas num modelo de cavalaria como os Templários. A espada surgindo como elemento forte e simbólico em minha vida.

Mas todos que começam a irradiar uma energia diferente, mais focada e a manifestar o desabrochar de uma capacidade latente, desperta a atenção e a aproximação de quem possui a sensibilidade para isto, tanto para o bem como para o mau. Nesta época fiz amizades no meio iniciático que se provaram muito bem vindas e me ajudaram muito, por outro lado também encostou uma pessoa que a melhor definição que posso dar é, ainda hoje, de mago negro (não os fabulosos seres de contos de livros ou filmes hollywoodianos, mas sim do tipo real e existente. Pessoas que se vinculam a outrem para sugar energias de todas as formas, capazes através de manipulação de criar este vínculo e perseverá-lo. Neste momento, graças as outras pessoas já citadas, a deus e meus protetores espirituais, o afastamento se processou quando tornou-se claro e incomodo esta situação. Entretanto serviu como sinal de alerta, sinal que era necessária uma mudança de rumo, de caminho e de forma de viver a espiritualidade.

Passado uns poucos anos, outra pessoa se apresenta em minha vida, neste momento sobre a forma de namorada, pessoa que me cativou e me encantou pelo curto tempo que ficamos juntos. Não dando qualquer importância ao lado sentimental em si, ela foi importante pois por ser extremamente firme e clara na forma de viver sua fé, e na forma de se posicionar no dia-a-dia por ela, reacendeu uma luz já há muito apagada da fé cristã-católica (apesar dela ser praticante em um culto evangélico que adora se sobressair pela suntuosidade, pelo luxo, por grifes e por status social). Neste momento resolvi retomar o caminho que a porta se encontrava em aberto sempre, primeiro passo me crismar. Grande alegria para a mamãe, vendo eu retomar o caminho que já não seguia, voltando a ir a missa, etc… Neste momento a primeira situação curiosa, para ser crismado é preciso passar por 1,5 ano de curso aos sábados a tarde, cheio de adolescentes em sua maioria, algo que eu na época nem cogitava, já com meus 26-27 anos e cabeça formada. Apesar de não praticar, nunca deixei de estuar, eventualmente ler e principalmente recordar de tudo o que já havia vivido e aprendido sobre fé, religião e catolicismo; e nesta época também o padre de nossa igreja era habitue em casa devido aos encontros de casais que meus pais participavam, logo propus que, se o padre achasse pertinente que realizasse uma sabatina em mim, e após ela, se não tivesse base suficiente para ser crismado, então faria o curso, caso contrário iria direto para o tiro em si. Meio que contrariada, minha mãe levou o pleito ao padre, e este já me conhecendo bem e a alguns anos, e sabendo de toda a base e formação presentes em meu lar, falou que eu não precisaria passar pelo curso e ser crismado diretamente.

Nas semanas que antecederam a cerimônia, houve nova reunião de casais em casa com a presença do padre, uma dada hora após a parte ritual da reunião aparece a cabeça do padre no meu quarto me cumprimentando e lembrando que eu estava para ser crismado, e que para tanto precisaria me confessar como parte do ritual prévio, para falar a verdade tinha esquecido da obrigatoriedade e concordei com ele, fomos para a varanda de casa a fim que eu me confessasse. Após a benção inicial ele me deixou a palavra para me confessar (detalhe eu só havia me confessado 1x em toda a minha vida antes da primeira comunhão, por sinal outra mandatória), passado algum tempo sem eu saber como começar, olhei bem para o padre e disse que ele me conhecia, para ser prático falei para ele pegar os 10 mandamentos e por um pouco de tudo (tirando o não matarás pessoas – pois passarinhos, principalmente, eu fui especialista com minha espingarda de pressão) e no não cobiçarás a mulher do próximo multiplicar por 3 ou 4x. hehhehehehe, apesar do ligeiro e momentâneo assombro frente a minha confissão, mas entendendo ela como sendo sincera e real, ele me absolveu e mandou eu rezar 10 de cada e eu sabia o que (traduzindo – 10 pai nossos, 10 ave marias e 10 glória ao pai). Me crismei no dia marcado e minha jornada dentro da igreja todos os domingos durou pouco mais que o tempo que este namoro originador durou. Mas as portas continuavam abertas ao meu retorno.

Um fato marcante sobre a minha ligação para com a espada, pouco depois desta época meus pais foram para um encontro de casais mundial em Santiago de Compostela, Espanha, e fizeram sua quota de turismo pelo país incluindo passar por todo o caminho de Santiago no norte (Barcelona-Santiago de Compostela), com muita insistência consegui que eles incluíssem a cidade de Toledo no roteiro, um desvio de 200km pro sentido inverso do caminho pretendido. Hoje minha mãe ainda fala que foi a igreja mais bonita que já viu, mais que a centenária em construção de Barcelona ou a de Santiago de Compostela por exemplo (e tenham certeza que eles entraram em muitas igrejas na vida). Mas o mais importante é que em Toledo compraram uma espada montante medieval que eu queria, e com ela percorreram toda a peregrinação até Santiago de Compostela por seu caminho (mais um pouco de Portugal). Voltando ao lado místico, há alguma forma mais significativa de uma espada chegar até você?

Passado alguns anos de ócio na atividade espiritual ocorreram 2 fatos marcantes (fora muitos que não vale a pena eu ficar citando). O primeiro ocorreu quando fui convidado por 2 amigos (Clineo e Tatu) a passar por uma sessão de apometria no Circulo Esotérico Comunhão do Pensamento onde eles atuavam como dirigente e médium, desta sessão 2 sequências imagens fortes ocorreram ressaltando meus legados espirituais. A primeira foi que os demais médiuns presentes na sessão narraram que quando entrei na sala reservada, entrei vestido de armadura completa reluzente, como que protegido e preparado para qualquer coisa em um ambiente espiritual desconhecido, armadura esta coberta por uma capa templária – cruz vermelha. Após sentir o ambiente saudável e seguro, a imagens seguinte veio com que a armadura caindo por chão comigo me pondo de joelho e oferecendo minha espada apoiada em ambas as mãos. Entretanto no mesmo momento surgiram lado a lado comigo outros 2 cavaleiros de armadura completa me resguardando e protegendo de qualquer eventualidade.

Na mesma reunião e na sequência se apresentou uma entidade que se identificou como membro da ordem cósmica/celestial do arco-íris (ou algum nome assim), claramente se referindo a ser extraterreno, e que em sua fala me fez uma cobrança direta a ação como cristão, ao início das atividades de auxílio e a servir ao próximo que precise. Este chamado me incomodou pois era algo que já estava me incomodando a muito tempo, na época até procurei locais perto de minha casa que eu pudesse me desenvolver na apometria, mas não me inscrevi em cursos por achar que poderia ser direto sem passar por 1-2 anos de aulas.

O outro fato marcante foi uma amiga que me convidou para ir no centro que ela era médium com o namorado (uma casa de umbanda), não era noite de ritual normal deles e sim um dia de cabala (consultas espirituais em grupo, mais ou menos) – isto pois por que ela conhecia minhas reticências frente ao espiritismo não kardecista (apesar de eu não ter nunca frequentado este, apenas lido um pouco), mais pelo tipo de energia que eu sabia ser acessada na umbanda e no candomblé. Mas a curiosidade sempre existente foi maior, e por ser um local em que conhecia bem quem me levava, optei por ir. Como chegamos tarde fiquei como um dos últimos a ser atendido pela ordem das fichas, o que foi bom por que tive muito tempo para observar e sentir o que acontecia e as energias dentro do centro. Sem entrar em detalhes do ritual, na hora de meu atendimento o médium que me foi designado logo de saída foi arremessado longe (literalmente, afastado de mim como que empurrado para trás), nova tentativa novo arremesso. A mãe de santo do terreiro pediu para alguém ficar na sua sustentação física, e outro médium com sustentação física vir para de trás de mim das mesma forma, novamente os 2 médiuns foram arremessados mas contidos pelos  que estavam na sustentação. Nesta hora a mãe de santo tomou a frente do processo, não sendo arremessada, mas tomando um grande tempo (enquanto isto estava eu lá em pé a ver tudo sem entender anda, sobre uma mandala desenhada no chão), passado isto o primeiro médium retornou, e conseguiu seguir com seu trabalho, mas se utilizando de todos os elementos (fogo, água, metal) para conseguir terminá-lo (esta sessão durou 1h30 mais ou menos). Terminado todos os trabalhos da casa fui conversar com a mãe de santo e minha colega para entender o que foi tudo o que ocorreu, a explicação foi:

Havia algo ruim, escuro, mal agarrado a mim e há muito tempo, ela poderia dizer facilmente uns 10 anos (isto retorna a época do mago negro já mencionado acima). Inclusive ela perguntou a minha amiga e depois a mim se eu não me sentia down, depressivo, fraco, sem energia regularmente ou sempre, pois aquilo tomava e consumia muito de mim – coisa que nunca ocorreu nestes 10 anos o que ela veio a falar que era sinal de grande energia e proteção. Na hora que o médium foi iniciar os trabalhos de limpeza do que haviam identificado, ele foi bloqueado e afastado (por isto dos arremessos) pelos meus guias que surgiram (exu, caboclo, preto velho e cigana), um em cada lado de mim (lembra algo dos cavaleiros templários acima??? – respeitando a cultura e guias do ambiente), e enquanto ela a mãe de santo não intercedeu e demonstrou as boas intenções do médium eles não permitiram nenhuma aproximação. Os elementos e longo ritual foi devido a dificuldade de retirar o que eles haviam visto. Duas notas importantes, nunca mais fui em nenhum centro de umbanda ou candomblé por não sentir afinidade com a energia do local e segundo, minha amiga que têm vidência disse que o exu que me protegia era o mais feio que ela já tinha visto (não que algum o seja bonito) e que ele brandia 2 espadas onde normalmente eles utilizam apenas 1.

No meio de tudo isto surgiu a kataná em minha vida (espada japonesa), pois comecei a treinar kenjutsu com o mestre Jorge Kishikawa no Instituto Niten em São Paulo. Foi o encontro de um elemento necessário a minha vida os anos em que treinei e cheguei a monitor da luta. Ainda mais se levar em conta que nenhuma atividade física ou luta tinha, ao longo de minha vida, conseguido me prender e dar prazer em querer praticar cada vez mais. Isto aliado a filosofia zen-bushido praticada no dojô, serviram de um ambiente muito bom a meu aprendizado e desenvolvimento espiritual e não apenas físico.

Passado pouco tempo minha vida teve o fato que provocou em sua reviravolta total e o início da renovação  em si, título deste post. Este momento foi minha mudança para Belo Horizonte/MG. O processo se materializou por uma oferta de emprego num momento que estava precisando da mesma e também de uma mudança de cenário de vida. O cenário de vida demandava esta mudança pois eu passava por um período muito conturbado, de grandes instabilidades pessoais e emocionais, um sentimento de que o rumo que seguia no todo não estava sendo bom nem positivo.

Em Belo Horizonte cheguei com o sério propósito de mudar a forma como vivia a minha vida, hábitos, valores, costumes, atitudes, o que procurava, o que desejava para mim. E a partir da intenção inicial, que se solidificou e enraizou nas 8 horas de viagem com minha mudança no carro de SP a BH, onde pude me lavar de um monte de coisas ruins, me desligar do André regresso e me firmar no desejo de ser diferente e melhor. Acreditem se quiser, é possível dirigir 8 horas chorando e revivendo toda a vida, sozinho dentro de um carro.

Aqui encontrei com meu amadurecimento e mudança, vários fatores para garantir esta nova vida. Novas amizades, apesar de me manter ligado sempre aos grandes e reais amigos que me liguei em São Paulo, uma namorada que virou esposa e hoje temos uma linda filha juntos, outros valores pessoais e outros objetivos na forma como viver e seguir minha vida. Não esta sendo um caminho tranquilo, este foi escrito com muitas lágrimas (não apenas as da estrada) pela saudade, pela distância, pela dor da perda. Mas, principalmente, pela necessidade de ser diferente, de ter (pois a vida me obrigou a isto) que mudar meu formato de viver, meus valores, meus hábitos pessoais, materiais e de lazer. Fui e estou sendo constantemente instigado a por mais o pé no chão, a reduzir meu ritmo e padrão de vida, a ser mais controlado e centrado em meus propósitos e forma de agir.

Grande parte desta revolução foi suportada, embasada e sustentada pela porta que estava aberta a minha espera. Não foi a porta de uma igreja católica local (apesar de eu ser voluntário no Santuário de Santo Expedito do padre Geraldo Magela), mas sim a porta da Fraternidade Espírita Irmão Glacus – FEIG. É uma casa cristã e espírita, kardecista, que busca através da atividade voluntária e tarefeira auxiliar não apenas os que precisam, mas principalmente os que auxiliam em sua evolução e aprimoramento pessoal, moral e espiritual. O kardecismo não é uma religião, mas uma filosofia que tem embasamento científico, moral e religioso, e por isto se adapta mais facilmente aos que nunca encontraram sua lugar nos cultos e seitas mais tradicionais. Vou além disto, para mim é um lugar que cada um ao seu modo e por usa vontade, consegue entender o que é sua missão na terra ou que deus espera de nós para nossa vida, inclusive por nos infligir de provações, dificuldades e amarguras. Apenas para ter uma idéia de proporção, hora a FEIG possui 2300 voluntários em 180 tarefas de auxílio ao próximo ou sustentação da casa incluindo além das atividades doutrinárias um vasto trabalho de auxílio às famílias carentes, aos moradores de ruas, creche para 230 crianças, serviços de dentista e básico ambulatoriais, sopão e campanhas de cestas básicas e auxílio a gestantes carentes.

Comecei frequentando a casa como todos, para ouvir palestras, tomar passes, levar água fluidificada para casa e eventualmente solicitar uma receita de auxílio que é psicografada pelos médiuns da casa. Com o passar do tempo comecei a frequentar os cursos de aprendizado da doutrina, sobre o que é mediunidade, passe, e aprofundamento na prática do espiritismo (e eu que fugia de cursos deste tipo), me tornei tarefeiro aplicando passes semanalmente nas reuniões públicas da casa, fui direcionado pelo mentor da mesma para o curso de desenvolvimento mediúnico e das atividades como médium. Ponto onde me encontro firme no propósito de servir ao meu próximo mais necessitado, doando meu tempo e minhas habilidades.

Este caminho dentro da casa, com o contato com a filosofia espírita-cristã, acelerou o processo de metamorfose interna minha, de aprender e entender o porque de muitas coisas de minha vida, e se não entender, de aceitar o fardo que estou carregando, as provações que venho passando com resignação e fé que é para um bem maior. Em entender o por que da vida ser como esta sendo e, muitas vezes mesmo sem poder saber a real origem de tudo – que deve estar em outras encarnações regressas – e com isto seguir em frente com fé no melhor, resignação e sem estar reclamando e esmorecendo. Há em minha vida alguns pontos que não estou feliz com o rumo que estão tendo ou vivencio atualmente – seja no profissional, na distância com entes queridos, nas dificuldades e necessidades de me adaptar constantemente em patamares inferiores aos que um dia pude ter, ou mais ainda, aos que sempre almejei. Por outro lado há outros pontos que me levam em frente, além da fé que no futuro tudo será melhor, mas o principal é o lar que formei, o amor que encontrei e que estará comigo durante toda a nossa vida, a filha que me alegra a vida a cada manhã (mesmo sendo religiosamente as 5h-5h30 todo santo dia, incluindo feriados e finais de semana), e a certeza que estou sendo melhor ao meu próximo em meus atos e nos momentos que dedico meu tempo e vida a os auxiliar.

Muitos são os caminhos até o pai, não existe um certo pois isto nos forçaria a dizer que todos os outros estão errados, mas o caminho que nos faz bem e nos motiva a ir em frente, é o caminho que devemos seguir firmes e convictos. Por que escrevi tudo isto, (além de estar revivendo estes momentos mentalmente a 2-3 dias e precisando por no papel de vez tudo o que passa em meu coração e mente) não foi para dar uma lição de vida ou de religião, muito menos para procurar a mudar a opinião de qualquer pessoa sobre o que é certo ou errado nos rumos da fé. Acho que escrevi sim para registrar o que me trouxe até aqui, e até o por que eu ajo como tenho agido em muitos pontos, as vezes até espantando quem me conheceu de 6-10 anos atrás, mas tenho certeza que esta renovação esta apenas começando, e muitos passos ainda serão dados. Outros posts, daqui 2 ou mais anos serão escritos, pois a jornada é longo e não tem fim nunca.

Quem ler e quiser comentar, esteja a vontade, se escrevi desta maneira foi para talvez tocar mais alguém além de mim. Espero que consiga este objetivo, por outro lado já garanto que não irei entrar em discussões ou qualquer forma de argumentação de pontos de vista divergentes, respeito a todos assim como desejo que o meu o seja respeitado – o que não for positivo não precisa ser estimulado.

Que a paz de Cristo esteja no coração de todos e seu amor os ilumine hoje e sempre.

André Batista Moreira – Russo

03 de junho de 2013

www.andrerusso.com.br

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